Os reajustes previstos na MP foram considerados insuficientes por diversas categorias. Professores de mais de 50 universidades federais estão em greve pedindo aumento maior do que os 4% previstos pela medida.
Já os médicos da rede pública conseguiram reverter no Senado uma mudança prevista pela proposta que resultaria num aumento da carga horária de 20 para 40 horas. No texto original, para ganhar o mesmo que atualmente, um médico teria que fazer jornada de 40 horas em vez de 20.
A MP foi votada uma semana após o governo manobrar para derrubar propostas que resultariam em aumento de gastos para a União. Deputados governistas não registraram presença na sessão da última quarta (28) para evitar que houvesse quórum na votação de um projeto que fixa em 30 horas a carga horária semanal dos enfermeiros, que resultaria num gasto de R$ 7 bilhões.
Outro projeto previsto, que modifica o sistema de partilha dos royalties do petróleo, também teve a votação adiada. Reivindicação de centrais sindicais, o projeto que acaba com o fator previdenciário, mecanismo que diminui benefícios para aposentadorias precoces, também ficou para depois.
Fonte: g1.globo.com
A patrulha comenta:
Depois de um longo período de greve dos professores de universidades federais, a câmara aprova uma MP com um reajuste ridículo de 4% para a classe. Outras categorias foram contempladas, menos a outra classe do executivo que mais sente doer no bolso a falta de reajuste: os militares das Forças Armadas.
O mais interessante é a forma amadora e irresponsável que nossos Deputados resolvem suas questões, combinam faltas em massa nas sessões para "melar a votação". Este jeito de fazer política em nosso país é muito parecido com reunião de agremiação de escola de samba. Seria uma herança cultural?
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